AUMENTA INSERÇÃO DA MULHER NO TRABALHO

Brazil 

 

ANSA Noticiário em português: April 29, 2007

 

BUENOS AIRES, 29 ABR (ANSA) – A força trabalhista da mulher na América Latina ultrapassa 50%, o desempenho diminuiu com o crescimento econômico, mas persistem a discriminação de gênero, principalmente entre indígenas e afro-americanas, e a diferença salarial em relação ao homem, destacou Maria Elena Valenzuela, especialista da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a região. Do total da participação no mercado, 14 ou 15% das trabalhadoras são empregadas domésticas, atividade que cresceu nos anos 90 especialmente na Argentina, Chile, Brasil e Uruguai, enquanto que em média a mulher possui um ano a mais de estudos que o homem. Em conversa com a ANSA, Maria Elena explicou que "a situação da mulher no mundo do trabalho é extremamente heterogênea, com enormes diferenças entre os países e dentro dos países também". Embora tenham ocorrido progressos em matéria de gênero, persistem as desigualdades de oportunidades e salários, que se junto à discriminação étnica e racial, das quais as indígenas e afro americanas são as mais prejudicadas. A especialista destacou que avançou o aumento da mulher no mundo trabalhista, "uma média que supera 50%, entre 16 e 64 anos, uma maior inserção trabalhista, com autonomia ou projeto próprio". Segundo dados da OIT, em 2006 a inserção chegou a 52,4% contra 39% de 1990. O Paraguai é o país com a maior força trabalhista feminina na região, com 58%, seguido por porcentagens mais ou menos próximas pela Bolívia e Brasil.

Segundo constatou a OIT, o desempenho feminino é maior que o masculino, mais mulheres procuram trabalho e não há oportunidade para todas. Além disso, a tendência a longo prazo é estável nessa inserção, "a mulher em gênero não se retira com o nascimento dos filhos, pelo contrário o grupo com maior aumento é o da mulher com marido e filhos". Também continua a discriminação em função da maternidade, o cuidado com os filhos, e são as mais jovens, em plena etapa reprodutiva, "as mais discriminadas". Ainda assim, o machismo "tem um papel bem importante" na suposição de que a mulher tem distintas habilidades e esse prejuízo determinista reduz as áreas trabalhistas às tradicionais que atribuem ao gênero: educação, serviços ou saúde". "Existe uma muralha de vidro que impede a passagem para outra ocupação e um teto de cristal que não permite que a mulher ocupe cargos executivos ou posições de poder em empresas, ainda que aumentaram os casos de cargos femininos", explicou a especialista. Na realidade, em vários países cresce a categoria de mulheres empregadoras, com uma capacidade de trabalho geradora em áreas de comércio, exploração e computação. Na região, diminuiu o trabalho informal que, para a OIT, é classificado como aquele que carece dos direitos trabalhistas, proteção social, organização e negociação entre empregada e empregados. Há um maior interesse pela sindicalização e a associação de mulheres empresarias, mas o desafio reside em combinar "o crescimento econômico com empregos de qualidade, eliminar as barreiras sutis contra a mulher, acordar regras contra a desigualdade de salário". Finalmente, resgatou o trabalho das comissões de igualdade de oportunidades em algumas países onde participam governo, sindicato e empresas. (ANSA)

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